Terça-feira, Novembro 03, 2009
Vejo-te

Vejo-te, nítida,
projectada sob as pálpebras cerradas,
aberta aos sabores proibidos do Olimpo.
Salpicada de estrelas,
és nuvem de pele macia
numa faina de seda frutada.
Ao compasso
da luz a ninar-te o coração, flutuo
nos fluidos de ti e passo,
num pestanejar,
a percorrer as estrelas contigo.
Vejo-te, nítida,
por entre as pálpebras descerradas,
mas nem por isso menos proibida.

Poema: Nilson Barcelli © Novembro 2009
Fotografia: Ilona-Pulkstene
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