Quinta-feira, Dezembro 23, 2004
Mensagem natalícia

Mais que um bom Natal e um próspero ano de 2005, desejo que continuem a fazer por merecer todas as coisas boas por que anseiam, para vós próprios, família e amigos.
E considerem que a utopia, ainda que com os pés assentes na terra, é a última coisa que deve morrer.
Estarei de férias (porque mereço…) desde amanhã até 3 de Janeiro, dia em que espero voltar ao vosso convívio amigo.
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Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
O corredor
Desafiar o orgulho de um bêbado pode tornar-se perigoso, porquanto a eventual existência do chamado “mau vinho” pode provocar na pessoa embriagada reacções violentas, sobretudo para quem o provocar. Contudo, pode ser hilariante nos casos em que o ébrio tem “bom vinho”. É frequente dizer-se, aliás, que só se conhece o íntimo de uma pessoa quando ela está alcoolizada.
Na aldeia onde eu nasci, tendo por certos os princípios atrás enunciados, aos bêbados de “mau vinho” era-lhes aplicado um tipo de tratamento sem remédio.
O largo principal, amplo e com várias árvores seculares, rodeado de casario e com 3 tascas abertas até altas horas da noite, era um local privilegiado para inúmeros apreciadores do verde tinto, alguns dos quais emborcavam malga atrás de malga até ficarem completamente etilizados. Os três tasqueiros, dada a livre concorrência reinante, procuravam oferecer aos seus clientes vinhos da melhor qualidade e ao mais baixo preço possível. Daí que, entre os copofones e entendedores, a reputação do sítio fosse conhecida a vários quilómetros e a demanda numerosa, sendo a sua área de influência muito maior que a natural, patente no facto de rara ser a noite sem a presença de um novo “corredor”.
A maioria dos frequentadores habituais dessas tascas bebia moderadamente enquanto jogava à sueca, às damas ou ao dominó. Ao mesmo tempo iam observando as “esponjas” profissionais e, quando o bêbado ideal era referenciado, de preferência um novo cliente, mas que, em qualquer dos casos, seria a vítima e o “corredor” da noite, um ou dois deles tratavam de meter conversa com ele para confirmar se de facto tinha mau vinho e saberem alguns pormenores pessoais, tais como o nome, a morada, etc.
Logo que o escolhido fazia menção de pagar para sair, já enfrascado, vários dos habitués colocavam-se por detrás das árvores da periferia do largo mal iluminado e, quando o beberrão chegava ao centro, um deles chamava por ele e provocava-o:
«Ó Manel bebedinho…! Estive com a tua mulher há bocado…»
O bêbado virava-se na direcção do chamamento, não via ninguém, mas começava a caminhar na tentativa de encontrar quem o insultava. Vários passos dados e logo outro provocador, colocado noutra árvore:
«Ó Manel ceguinho…! Estou aqui Manel bebedolas…. Anda prá corrida…»
E assim sucessivamente.
Entretanto todos os clientes das três tascas assistiam à cena e, se o bêbado fazia menção de desistir da perseguição inglória, incentivavam-no:
«Ó Manel…! Mata o gajo, pá… Come-o vivo, carago. Tu não és homem nem és nada, c’um raio…!»
O “corredor” entusiasmava-se e voltava à perseguição. Um bom artista fazia a corrida até às 3 ou 4 da madrugada e terminava exausto, sendo frequente não ter forças para regressar a casa e dormir o resto da noite num canto do largo.
As melhores “corridas”, e respectivos “corredores”, eram motivo de conversa entre toda a população e algumas delas, famosas pelas situações hilariantes que provocavam quando contadas, perpetuaram-se no tempo e ficaram inscritas na história local.
Esta diversão, a que todos os locais chamavam “corrida”, sem ninguém saber ao certo como começou, foi caindo em desuso porque não era possível repetir igual jogo muitas vezes com o mesmo “corredor”, que, tal como nas lides taurinas, ia aprendendo certas manhas. E também porque o número de bêbados foi diminuindo, levando a que, a dada altura, as tascas se transformassem em cafés, pois a nova clientela assim o exigia.
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Quinta-feira, Dezembro 16, 2004
As laranjas do Tone Faísca
O meu professor da escola primária, para além de pai de um casal de miúdos estouvados como ele, que por isso apanhavam bastante porrada dos pais, era míope, alcoólico, benfiquista, comunista e ateu. Nas aulas usava métodos de ensino um tanto ou quanto diferentes dos habituais, mas que davam bons resultados, apesar dos traumas psicológicos que quase todos os seus alunos apresentavam. Entrávamos para a sala de aula às oito e meia da manhã. Ele só chegava às nove. As aulas propriamente ditas iniciavam-se cerca das nove e meia e duravam cerca de uma hora, altura em que havia o famigerado recreio que durava até às onze horas.

Nessa hora de aula, recorde-se, das 11 às 13, ele explicava toda a matéria do dia em menos de 10 minutos, certificando-se de que pelo menos quatro discípulos percebiam, e, logo que terminava, chamava dois desses alunos, que iam respondendo oralmente às perguntas que fazia ou escrevendo no quadro a resolução dos problemas que ele ia colocando. Por vezes saía da rotina e fazia um ditado ou dava um tema qualquer para todos fazermos uma redacção (a mais impressionante, que me lembre, foi uma com o título «O tic-tac do relógio» ou coisa do género).
Depois do recreio, os quatro alunos referidos, que eram os melhores da turma, explicavam a matéria aos outros divididos em quatro grupos, um em cada canto da sala, enquanto que ele ia lendo os jornais, principalmente desportivos. A aula acabava com a marcação dos TPC (trabalhos para casa - cópias, redacções, contas, etc.).
No dia seguinte, durante a primeira meia hora em que o professor não estava na sala, eram os quatro melhores alunos que corrigiam os TPC. Nesse período era a maior bagunça, mas havia um vigia de atalaia à janela para ver quando ele chegava. Quando o professor entrava, os quatro faziam o relatório oral de cada um e o professor aplicava o castigo respectivo face à avaliação individual. E o correctivo era bem penoso porquanto variava de 1 a 10 bolos com a famosa palmatória de 5 buracos, a temida «menina de 5 olhos», instrumento arcaico de punição física dos escravos e dos maus alunos. Poucos se salvavam para além dos quatro revisores.
Só que, a dada altura do ano lectivo, o professor notou que um dos alunos menos capazes, que usualmente apanhava de 8 a 10 bolos, começara lentamente a diminuir e estava já com um score de apenas 2 ou 3. Depois de várias perguntas e de uma inspecção aos TPC do referido aluno ele descobriu que os deveres tinham inúmeras correcções com uma letra diferente. Vários colegas completaram o enigma acusando o revisor de eliminar muitas das coisas erradas.
Descodificando, o revisor era eu e o protegido era o Tone Faísca, meu vizinho e amigo. Ele subornava-me, sem eu o sentir verdadeiramente, com laranjas roubadas, aliás deliciosas, em troca do meu pão com queijo que eu detestava. Eu fazia-o, não pelas laranjas, mas por sermos amigos e eu ter pena de o ver a apanhar tantos bolos.
Caí em desgraça total. Os não protegidos, para além da denúncia do ilícito, acusaram-me de que eu não fazia os deveres, o que era verdade, pois para além de preguiçoso, que ainda sou, nunca gostei de fazer coisas que já sabia. Nesse dia fui o campeão e apanhei para aí uns 20 bolos.
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Segunda-feira, Dezembro 13, 2004
O regatão
As suas maiores aventuras eram o vinho e as mulheres. Umas vezes só o vinho, outras só as mulheres. O mais frequente, porém, era a vivência das duas realidades sobrepostas. Saborear uma enquanto o efeito da outra ainda durava, porque, com a sua justaposição, um excesso lhe puxava o outro, na procura da overdose ideal por efeito catalisador das duas químicas, que nem ele saberia explicar. O Zé das Vacas, afamado pela quantidade que das duas era capaz, experimentava uma sensação de poder ilimitado. E essa soberania alargava-se muito para além do efeito temporal imediato dessas duas drogas. A sua superioridade, que não era moral nem intelectual, antes decorria da capacidade acrescida que tinha, para além das mulheres e do vinho, de influenciar as pessoas e os preços, era notória e reconhecida no seu dia-a-dia de regatão de gado.

Percorria as melhores feiras de gado, do Minho e de Trás dos Montes, a comprar e a vender gado. Desde juntas de bois mirandeses a vacas leiteiras holandesas. Era dele o maior volume de transacções e quem, por via disso, ditava os preços correntes, como se de um corrector da bolsa de valores se tratasse. Conhecia as melhores tascas de cada região, palácios onde abria e fechava cada sessão da “bolsa”. A primeira visita, logo pela manhã e enquanto matava o bicho, era aproveitada para informar o auditório, que acorria à taberna, dos preços que estariam em vigor naquele dia, porque “era o que corria” noutras feiras. A segunda e última, ao fim da tarde, vendia quase tudo o que tinha comprado em pleno terreiro, com lucros, a interessados que, por fraqueza, não se tinham atrevido a negociar com o dono do gado. Era aí que recebia o sinal que dera mais o seu lucro, ficando o novo comprador de pagar directamente ao vendedor original. O empate de capital (investimento) era amortizado ao fim de poucas horas. Era o que se considerava um homem rico, o que lhe fazia aumentar a deferência que os outros tinham por ele, num misto de consideração e de medo, polvilhado com ódios recalcados de alguns.
Depois dos negócios, o prazer. Conhecia as melhores donzelas, solteiras, casadas, viúvas ou divorciadas, das redondezas de cada feira. As escolhidas tinham o beneplácito dissimulado dos pais, ou até dos maridos, porque as benesses aliciavam o silêncio. O pavor da desonra fazia o resto, porque ela só poderia ser lavada com a morte do Zé das Vacas, que era exímio no pau e nas armas de fogo que sempre trazia. As coisas sempre lhe correram de feição até que, não por mera coincidência mas sim por incubação vingadora, um terceiro elemento se juntou e o inesperado aconteceu.
Corria a segunda década do século passado e já há alguns meses que o Estado tinha decretado taxas sobre as transacções do gado. Havia alguma fiscalização mas ela só incidia nos pequenos regatões e lavradores. Nunca o Zé das Vacas fora incomodado, pois a inspecção só aparecia nas feiras onde ele não estava. Até que, na feira de Ponte de Lima, um soldado da Guarda Nacional Republicana, cuja irmã era uma das barregãs do Zé das Vacas, resolveu vingar-se em plena feira através da verificação do pagamento dos impostos. A discussão surgiu e logo degenerou em varapaus, bordoadas e tiros de várias origens. Ninguém morreu, mas vários feridos foram parar ao hospital.
O Zé das Vacas esteve preso alguns meses por desobediência à autoridade e, logo após o cumprimento da pena, voltou às actividades de regatão, amante e bebedor, ainda por muitos anos e com filhos espalhados por todo o lado. As suas maiores aventuras continuaram a ser o vinho e as mulheres. O soldado da GNR e respectiva família, incluindo a donzela, abalaram para o Brasil, e a desonra, tornada pública, não mais seria lavada.
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Percorria as melhores feiras de gado, do Minho e de Trás dos Montes, a comprar e a vender gado. Desde juntas de bois mirandeses a vacas leiteiras holandesas. Era dele o maior volume de transacções e quem, por via disso, ditava os preços correntes, como se de um corrector da bolsa de valores se tratasse. Conhecia as melhores tascas de cada região, palácios onde abria e fechava cada sessão da “bolsa”. A primeira visita, logo pela manhã e enquanto matava o bicho, era aproveitada para informar o auditório, que acorria à taberna, dos preços que estariam em vigor naquele dia, porque “era o que corria” noutras feiras. A segunda e última, ao fim da tarde, vendia quase tudo o que tinha comprado em pleno terreiro, com lucros, a interessados que, por fraqueza, não se tinham atrevido a negociar com o dono do gado. Era aí que recebia o sinal que dera mais o seu lucro, ficando o novo comprador de pagar directamente ao vendedor original. O empate de capital (investimento) era amortizado ao fim de poucas horas. Era o que se considerava um homem rico, o que lhe fazia aumentar a deferência que os outros tinham por ele, num misto de consideração e de medo, polvilhado com ódios recalcados de alguns.
Depois dos negócios, o prazer. Conhecia as melhores donzelas, solteiras, casadas, viúvas ou divorciadas, das redondezas de cada feira. As escolhidas tinham o beneplácito dissimulado dos pais, ou até dos maridos, porque as benesses aliciavam o silêncio. O pavor da desonra fazia o resto, porque ela só poderia ser lavada com a morte do Zé das Vacas, que era exímio no pau e nas armas de fogo que sempre trazia. As coisas sempre lhe correram de feição até que, não por mera coincidência mas sim por incubação vingadora, um terceiro elemento se juntou e o inesperado aconteceu.
Corria a segunda década do século passado e já há alguns meses que o Estado tinha decretado taxas sobre as transacções do gado. Havia alguma fiscalização mas ela só incidia nos pequenos regatões e lavradores. Nunca o Zé das Vacas fora incomodado, pois a inspecção só aparecia nas feiras onde ele não estava. Até que, na feira de Ponte de Lima, um soldado da Guarda Nacional Republicana, cuja irmã era uma das barregãs do Zé das Vacas, resolveu vingar-se em plena feira através da verificação do pagamento dos impostos. A discussão surgiu e logo degenerou em varapaus, bordoadas e tiros de várias origens. Ninguém morreu, mas vários feridos foram parar ao hospital.
O Zé das Vacas esteve preso alguns meses por desobediência à autoridade e, logo após o cumprimento da pena, voltou às actividades de regatão, amante e bebedor, ainda por muitos anos e com filhos espalhados por todo o lado. As suas maiores aventuras continuaram a ser o vinho e as mulheres. O soldado da GNR e respectiva família, incluindo a donzela, abalaram para o Brasil, e a desonra, tornada pública, não mais seria lavada.
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Quinta-feira, Dezembro 09, 2004
O Padre Antonino
Nunca acreditei em milagres e em tudo que ocorre para além dos cinco sentidos. Refiro-me aos milagres no sentido teológico do termo, isto é, quando se observa um fenómeno sem resposta pelas leis da Natureza e que, geralmente, é atribuído a uma manifestação divina de poder.
O milagre é, por isso mesmo, inexplicável, insólito, isolado e excepcional.
Mesmo não acreditando, foi isso que eu senti por várias vezes por observação directa de um facto que se repetiu inúmeras vezes.

Membro de uma ordem religiosa sem grandes recursos, o padre Antonino era já velhote e o seu caminhar, nas sandálias sem meias que habitualmente calçava, era vagaroso. Falava muito com as crianças e dizia, amiúde, num tom espanholado: «Coração de jovem não bate, trepida!». Como era conversador, mais demoradas ainda eram as suas viagens a pé, coisa que preferia para não gastar o dinheiro (que não tinha). Era habitual, por isso, chegar sempre atrasado a todos os destinos. Onde a delonga mais se notava era nas missas que celebrava e nas chegadas ao comboio.
O seu atraso nas missas era sempre justificado aquando da homilia. Sem mentir, usando metáforas a preceito e devidamente enquadradas no tema evangélico das sagradas leituras de cada dia, explicava em pormenor as causas divinas da tardia chegada, tirando daí, invariavelmente, algumas lições de moral e, por vezes, ralhava com os fiéis por serem disso merecedores. Estas elaboradas desculpas sempre as atribuí à sua valia na oratória de improviso, porque era o mesmo método que utilizava nas conversas sobre os mais variados assuntos.
Já o atraso para o comboio nunca foi explicado cabalmente. Apesar de chegar sempre atrasado nunca perdeu o comboio. Mesmo com meia hora de atraso, o que vi acontecer uma meia dúzia de vezes, o comboio só chegava quando ele estava a aparecer na estação. Por via disso não tinha tempo de comprar o bilhete e os revisores, que já o conheciam, faziam vista grossa ao Padre Antonino. Viajava sempre de borla. O único argumento que lhe ouvi era de que o comboio era seu irmão. Nada mais disse sobre o assunto até à sua vetusta morte com cerca de 90 anos.
Seriam milagres ou coincidências? Como já disse, eu não acredito em milagres, mas estas coincidências a 100% não são matematicamente explicáveis pelo cálculo das probabilidades…
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Terça-feira, Dezembro 07, 2004
Mário Soares

Faz hoje 80 anos de idade. Com todas as suas qualidades e defeitos ficará para a história como uma das maiores figuras políticas portuguesas do século XX.
Uma “conspiração de amigos” promove hoje um jantar em sua homenagem com cerca de 1.800 pessoas.
Agradeço-lhe tudo o que fez pela democracia do país.
PARABÉNS
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Segunda-feira, Dezembro 06, 2004
Carnavais

Pedro Santana Lopes diz que não quer a campanha eleitoral no Carnaval para que o acto não perca a dignidade.
Não sei bem qual é a preocupação porque os seus 4 meses de governo foram uma mascarada permanente. E até porque o Entrudo e a Farsa parecem continuar.
Pensando melhor a sua opção também poderá estar relacionada com os compromissos que já tem para festas, discotecas e outras diversões habituais.
Não sei bem qual é a preocupação porque os seus 4 meses de governo foram uma mascarada permanente. E até porque o Entrudo e a Farsa parecem continuar.
Pensando melhor a sua opção também poderá estar relacionada com os compromissos que já tem para festas, discotecas e outras diversões habituais.
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Quinta-feira, Dezembro 02, 2004
Vamos a votos
Na política, é sabido que algumas misturas são explosivas.
Nestes 4 meses de (des)governação de Santana Lopes confirmou-se que a mistura com o jet set, e principalmente a utilização de algumas das suas fórmulas, é implosiva.
O Presidente, embora tardiamente, limitou-se a passar a respectiva certidão de óbito, já que se tratava de um nado morto. Mas o disfarce de quatro meses de incubadora nunca enganou o povo.
PS: Estive ausente estes últimos dias. Tentarei recuperar o atraso…
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Nestes 4 meses de (des)governação de Santana Lopes confirmou-se que a mistura com o jet set, e principalmente a utilização de algumas das suas fórmulas, é implosiva.
O Presidente, embora tardiamente, limitou-se a passar a respectiva certidão de óbito, já que se tratava de um nado morto. Mas o disfarce de quatro meses de incubadora nunca enganou o povo.
PS: Estive ausente estes últimos dias. Tentarei recuperar o atraso…
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