Domingo, Dezembro 07, 2003
António Manuel Couto Viana
Pela barra de Viana
Foge ao Penedo Ladrão
Uma escuna americana.
A noite, com forma humana,
Traz ondas que nunca vão.
Couto Viana é natural de Viana do Castelo, pois aqui nasceu em 1923.
É poeta, dramaturgo, ensaísta, memorialista e autor de livros para crianças.
Onde singra o navio sombreado de tédio?
Oscila. O sorvedouro de uma esteira.
A súbita emoção. O clarim do assédio
Desenrola a bandeira.
O ópio envolve o sonho num afago.
Já tudo tão distante! Tão inútil! Tão vago!
Ele ainda hoje procura leitores capazes de o compreender e admirar sem preconceitos ideológicos e formais
Madrigal
Ainda é possível este amor
Como um regresso ao paraíso?
Aroma apenas de uma flor?
O beijo apenas de um sorriso?
Ainda é possível este amor?
Qual a resposta que preciso?
E nada digo! E nada dizes!
Tudo nos basta num olhar
E que tu, mão, lisa, deslizes
Por sobre a minha, devagar...
Com pouco somos tão felizes
Que é já demais pedir luar!
E é já demais esta poesia
Se há cada vez menos valor
Nas tais palavras que diria
Para dizer-te o som e a cor
De um coração em harmonia
Que só se diz, dizendo: Amor!
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